quinta-feira, 7 de maio de 2009

A Canção da Espada - Bernard Cornwell

Dois trechos interessantes selecionados dessa obra, parte das Crônicas Saxônicas.

"Tinha vindo para mim naquele verão, meio rindo, e observou que as taxas que coletávamos dos mercadores que usavam o rio eram imprevisíveis, o que significava que Alfredo jamais poderia avaliar se estávamos mantendo a contabilidade correta. Ele esperou minha aprovação e, em vez disso, ganhou um cascudo em seu crânio tonsurado. Mandei-o para Alfredo sob guarda, com uma carta descrevendo sua desonestidade, então roubei eu mesmo as taxas. O padre havia sido idiota. Você nunca, nunca deve contar seus crimes aos outros, a não ser que sejam tão grandes a ponto de não poderem ficar escondidos, e nesse caso descreve-os como política ou ação de Estado." (p. 47)

"Eu havia roubado muitas coisas na vida, quase todas mais valiosas do que um cordeiro ou uma capa, mas eu roubo enquanto o dono está olhando e enquanto pode defender sua propriedade com a espada. O ladrão que rouba no escuro é que merece morrer." (p. 57)

2 comentários:

  1. Se nossos políticos tivessem pelo menos metade do rigor ético do personagem, já seria um avanço e tanto para o país...

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  2. Verdade...

    Eles podiam ter um pouco da sua desonestidade honesta...

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