domingo, 7 de junho de 2009

A Encarnação do Demônio



Por Michel Argento

È um dos melhores filmes brasileiros desse século, sem sombra de duvida, e merece um lugar de destaque ao lado de surpresas como Cidade de Deus, O Homem do Ano e Tropa de Elite.

O que o “grande publico” pode não saber, é que esse filme se trata da terceira parte de uma trilogia iniciada pó José Mojica Marins (o Zé do Caixão) no anos 60, com o filme A Meia-Noite Levarei sua Alma, no ano de 1964, e seguido por Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver, em 1967, já em plena ditadura militar. Nessa ultima parte, A Encarnação do Demônio, de 2007, Josefel Zanatas, nome verdadeiro do Zé do caixão (o Cofin Joe, como ficou conhecido nos EUA), é libertado após 40 anos de prisão devido aos crime cometidos no passado.

Longe de qualquer tipo de regeneração, Zé do Caixão, que durante o tempo em que esteve confinado cometeu mais de trinta assassinatos, volta para as ruas em busca da mulher que lhe dará o filho perfeito, pois como reza sua filosofia, apenas a continuidade de seu sangue importa. Essa busca mergulha São Paulo em um torvelhinho de sangue e sadismos desenfreado. O personagem, no decorrer do filme, é atormentado por suas vitimas antigas, que lhe aparecem nas horas mais impropias, deixando-o na duvida sobre sua própria lucidez.

Embora seja um bom filme, mas convém dizer que não é bom para todos os públicos, pois apesar da excelente direção, montagem e fotografia, com um impacto visual que remete aos clássicos de Dario Argento, que o torna uma obra de arte surreal, existem na obra cenas extremas que pode, e vão, chocar o publico mais frágil e acostumado com obras água-com-açucar de terror norte-americanos.

Uma das cenas, capaz de causar indignação ao publico despreparado, é aquela onde o militar interpretado por Jece Valadão, que morreu durante as filmagens, espanca a esposa armado com um cassetete, auxiliado por dois subordinados, por ele ter libertado Josefel Zanatas, provavelmente em um trabalho de advocacia dativa. A advogada, mais adiante no filme, protagoniza uma cena bizarra, onde o coveiro esfola sua cabeça, arrancando a pele e puxando-a sobre os olhos da vitima.

Três outras cenas são maravilhosamente horríveis e repulsivas, infringidas contras as pretendentes de Zé do Caixão: o auto-canibalismo, onde a mocinha come um pedaço da própria nádega, cortada de forma explicita; o mergulho em um barril de baratas vivas; e a antológica cena onde uma das mulheres emerge de dentro de uma carcaça de porto, onde estive presa.

Outras cenas são memoráveis, como a chuva de sangue sobre os amantes em um centro de macumba, e a descida de Zé do Caixão ao inferno. Dezenas de outras cenas extremas se desenrolam durante o filme, como corpos suspensos por ganchos, crucificações com closes de pregos atravessando mãos, dentre outras que vão revirar o estomago do publico mais fraco.

Tudo isso faz de a Encarnação do Demônio um grande filme, merecedor de um lugar na mesma prateleira que clássicos como Fome Animal, O Massacre da Serra Elétrica, entre outros, mas esses mesmos fatores o fazem ser ignorado e repudiado pelas massas, restando apenas para alguns poucos o reconhecimento de sua grandeza cinematográfica.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Textos mais que batidos da net - Parte 2

Esse texto é tão batido, que lembro de ter apresentado ele para a professora de portugues no 2º ano do 2º Grau, mas, como a maioria desses textos, continua firme e forte, navegando nas ondas da rede, sempre mantendo o bom humor, apesar da idade. 


SE VOCÊ NÃO GOSTA DE GÍRIAS, FALE DIFÍCIL!!!

1 - Prosopopéia flácida para acalentar bovinos.

(Conversa mole pra boi dormir);

2 - Colóquio sonolento para bovino repousar.
(História pra boi dormir);

3 - Romper a face.
(Quebrar a cara);

4- Creditar o primata.
(Pagar o mico);

5 - Inflar o volume da bolsa escrotal.
(Encher o saco);

6 - Derrubar, com a extremidade do membro inferior, o suporte sustentáculo
de uma das unidades de proteção solar do acampamento.
(Chutar o pau da barraca);

7 - Deglutir o batráquio.
(Engolir o sapo);

8 - Derrubar com intenções mortais.
(Cair matando);

9 -Aplicar a contravenção do João, deficiente físico de um dos membros superiores.
(Dar uma de João sem braço);

10 -Sequer considerando a utilização de um longo pedaço de madeira.
(Nem a pau);

11 - Sequer considerando a possibilidade da fêmea bovina expirar fortes contrações laringo-bucais.
(Nem que a vaca tussa);

12 - Sequer considerando a utilização de uma relação sexual. 

(Nem fudendo);

13 - Derramar água pelo chão, através do tombamento violento e premeditado de seu recipiente com a extremidade do membro inferior.
(Chutar o balde);

14 - Retirar o filhote de eqüino da perturbação pluviométrica.
(Tirar o cavalinho da chuva);


Essa última foi tirada do mais culto livro de palavras clássicas da língua portuguesa:

15 - A bucéfalo de oferendas não perquiris formação ortodôntica!
(A cavalo dado não se olham os dentes!);


ADVERTÊNCIA PARA FINS DE SEMANA OU FERIADOS:
O orifício circular corrugado, localizado na parte ínfero-lombar da região glútea de um indivíduo em alto grau etílico, deixa de estar em consonância com os ditames referentes ao direito individual de propriedade. 

( ... de bêbado não tem dono)