terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O segundo bonsai...

     O segundo bonsai no qual trabalho em minha retomada é uma Pitanga de 5 anos.
     Comprei como pré-Bonsai e transplantei para um vaso definitivo de cerâmica, com cerca de 40% de terra adubada de jardim e 60% de terra preparada para bonsai (caco de telha, pedrisco e terra granulada). Respondeu muito bem a poda e já está com um brotação intensa e folhagem exuberante.

Pitanga, já com as brotações e folhas novas após a poda. Novembro/2011.
     A Pitanga (Eugenia uniflora) é uma arvore nativa do Brasil, que pode chegar a 10 metros de altura na natureza. Produz frutos avermelhada, de formato exótico e reconhecidos por seu sabor.
    Por ser uma planta tipicamente tropical e nativa de nosso país, é plenamente adaptada para suas condições, e é considerada por bonsaistas como sendo de fácil cultivo. Pode ser cultiva a pleno sol, porém necessita de rega abundante e um substrato bem drenado.

Pitanga em 31 de janeiro de 2012, após troca do vaso.

Detalhe do tronco.

Projeto Azaléia


     Essa é a 9º planta com a qual trabalho após minha retomada ao mundo do Bonsai.
     Comprei essa Azaléia em uma floricultura da cidade por R$ 14,50.
     Ela já estava bem desenvolvida, com tronco duplo e boa ramificação.

Vista lateral, ainda com o preço.

Vista superior.

     Tirei ela do vaso comum onde estava e transplantei-a provisoriamente para uma vaso de plástico, especial para bonsai, onde vou deixá-la se recuperar, enraizar melhor e se acostumar com as condições antes de transplantá-la para um vaso definitivo de cerâmica. Coloquei uma mistura de 40% de terra adubada para jardim e 60% de mistura pronta para bonsai.

Massa de raízes após a retirada do vaso.

     Após o transplante, fiz uma pode semi-drástica, deixando apenas as folhas mais novas, retirando também os galhos mais frágeis,  mortos ou que viessem a comprometer a estética da planta.

Planta após o transplante para o vaso de treino.




Após a poda semi-drástica.
     Agora é só esperar para ver os resultados.

A imagem abaixo foi tirada em 31 de janeiro de 2012, após a troca para um vaso definitivo, já com intensa brotação.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Ozzy - Parte I: A adoção

Eu sempre quis um cão da raça Bloodhound, também chamado de Cão de Santo Humberto, desde que comecei a conhecer mais profundamente as diversas raças e suas particularidades; e também tive maturidade pra saber que não seria tão fácil ter um warg ou um cérbero.
Ozzy na nossa antiga casa na Rua Brasil, logo após a adoção.
Dessa forma, quando minha companheira de trabalho, a dona Solange Fredeireichstangstbwerh, me mostrou no  blog Amigo Bicho que em Jaraguá do Sul havia quatro Bloodhounds adultos para adoção ( dois macho e duas fêmeas), eu não perdi tempo, nem para pedir a opinião da minha esposa, e entrei em contato com o pessoa da ONG da cidade vizinha responsável pela adoção.
Após uma semana de contatos por e-mail, telefone e uma avaliação presencial da nossa antiga casa, para ver se tínhamos condições de dar um bom tratamento para o patudo, marcamos para uma sexta-feira a adoção. Esse tempo seria necessário para a castração do Ozzy, visto que a ONG só o entregaria com essa condição. Eu protestei contra essa exigência desde o inicio, por um inerente sentimento de solidariedade masculina, mas não obtive exito. Era isso ou não o entregariam.
Pois bem, aceitei, mas não antes de me impor a condição de que fária tudo ao meu alcance para compensar o pobre animal por esse ato.
Os quatro animas da raça Bloodhound, e mais uns 12 SRD's, foram apreendidos de um criador que, pelo que pude entender, perdera o interesse nos animais e os deixou de qualquer jeito, com comida e cuidados insuficientes.
Até então eu não sabia qual dos dois macho eu adotaria, embora tenha pedido, veementemente, o "capa preta", apenas dois dias antes da data marcada tive certeza de qual seria o novo membro de nossa família, pois meu contato na ONG ligou informando que o outro cão, um apenas da cor caramelo, não havia resistido a castração devido a sua debilidade pelos maus tratos. O Ozzy, por outro lado, havia sobrevivido e se recuperava bem.
Na sexta-feira marcada, após as 18hrs, eu e minha esposa saímos em busca do Ozzy, que ainda não tinha esse nome, e consegui encontrar, em uma cidade que, apenas de ser próxima, eu conhecia apenas de passagem, o Pet Shop para onde ele foi encaminhado após o resgate, e onde foi castrado.
Posso dizer que tivemos empatia logo no inicio, pois quando as atendentes foram até o canil buscá-lo, ele recusou-se a vir, mas quando eu fui e comecei a chamá-lo, veio, não sem um certo receio, mas no geral de forma tranquila.
Paguei os valores referentes a castração e comprei uma focinheira, apenas por precaução caso ele viesse a se estressar com a viagem.
O retorno tornou-se lenda em nosso circulo de convivência, pois pelo tamanho do patudo não seria recomendado trazê-lo no porta-malas,  e por não saber que intimidade o mesmo tinha com viagens de automóvel não poderia apenas colocá-lo sobre o banco e contar que ficaria calmo observando a paisagem, como o Marley costuma fazer.

Meu primeiro Bonsai...

Bonsai de Cereja-anã em dezembro/2011.
     Sempre fui aficionado pela milenar arte do Bonsai, que, ao contrário do que muito pensam, é originária da China, mas popularizou-se no Japão. 
     Uma grande parte do meu interesse nasceu com o clássico oitentista Karate Kid, e cresceu, anos depois, com o livro Vento Negro (Kuroikaze, do excelente, mas pouco reconhecido, escritor norte-americado F. Paul Wilson).
     Em diversos momento da minha vida fiz inúmeras tentativa de cultivar um bonsai, mas sempre de forma muito precária e amadora, e que quase sempre resultou em desistência (um desses bonsai, um ficus gerado por alporquia, foi plantado após minha desistência, e ainda pode ser visto do quintal dos meus avós). Porém, apenas agora, quase 15 anos após a primeira tentativa mais séria, comecei a me dedicar de forma mais profissional, pois as condições financeiras me permitem certo luxo para vasos e ferramentas.
     O bonsai apresentado na foto ao lado é o primeiro de minha "retomada". É a planta comumente conhecida como cereja-anã (Eugenia matosi), e foi escolhida por minha esposa pelo colorido de suas folhas, onde os brotos são avermelhados enquanto as folhas são verde-escuras; e por mim devido ao seu preço. Ela tem cerca de 4 anos de idade e teve seu primeiro transplante em Novembro/2011, quando passou  de um vaso de plástico para um de cerâmica e recebeu uma camada de terra adubada ( em torno de 40%) e foi completada com uma mistura própria para bonsai, composta por cacos de telha e pedriscos.
     Uma compra feita apenas seguindo os critérios do bom gosto e da economia, mais tarde mostrou-se acertada, pois, além da beleza da planta, descobri que é uma das mais populares entre os bonsaístas experientes e muito recomendada para aqueles que estão começando na arte, pela sua facilidade de cultivo.
   
Cereja-anã em 31 de janeiro de 2012.