terça-feira, 12 de maio de 2009

A Nova Ordem Espacial

Por Michel Argento


A historia da conquista espacial pela raça humana sempre foi envolta em glorias e feitos heróicos, justiça e dignidade, mas as coisas não foram bem assim não. Na verdade quase fomos invadidos antes mesmo de criarmos a primeira colônia fora da Terra, em nosso satélite natural: a Lua.

            Os exorbitantes gastos militares, e os custos mais exorbitantes ainda das primeiras viagens extra-atmosféricas, retardaram em quase um século, após o pouso na lua, a primeira missão tripulada com sucesso para marte.

            A Terceira Guerra Mundial foi devastadora e dispendiosa em meados do século XXI, e as crises econômicas e pestes que a seguiram, como abutres a um cadáver, foram mais devastadoras ainda. Nações poderosas foram arrasadas e relegadas a reles coadjuvantes da nova historia e nações mais pobres foram extintas. Nesse pós-guerra, Brasil, Índia, África do Sul e China tornaram-se os Quatro Grandes, ajudando na recuperação dos paises arrasados e guiando os rumos do novo mundo.

            Dessa vez, o mundo não ficou dividido entre duas ideologias como na guerra anterior. Os traumas foram tão fortes que existia apenas uma ideologia, chamada de Capitalismo Humanitário. Na verdade era o mesmo mal e velho capitalismo, apenas disfarçado e destinando uma fatia de seus lucros para a reconstrução, mas ainda seria capaz de vender a mãe pelo melhor preço.

            Os olhos voltados para a recuperação não viram a furtiva invasão de nosso sistema solar. Europa, Ganimedes e Marte já possuíam bases e “prospectos” de colônias de uma raça chamada Sh’rakh, cujos propósitos na invasão de nosso sistema solar nunca foram revelados. Estavam tão bem organizados que possuíam até um estaleiro espacial em Ceres, onde foram construídas as naves que se destinaram à colonização de Marte, a construção da nova base na Lua, e posteriormente, acredita-se, as que seria usadas na invasão da Terra.

             

            Somente quando a construção da base lunar, praticamente em nosso quintal, começou, foi que a invasão foi descoberta, quase que por uma acaso, por um escocês aposentado, e, segundo dizem, parcialmente embriagado, usando um telescópio amador no sujo sotão sobre seu velho celeiro. Ele levou dois dias para ter certeza de o que estava vendo não era uma alucinação, um borrão na lente ou algum velho satélite. A primeira colônia humana na lua, tomada aos alienígenas, foi batizada de Wallace em sua homenagem.

            Depois disso foi quase um mês trilhando árduos caminhos, até a agencia espacial inglesa, ou o que restou dela, obtivesse novas fotos da construção, bem como das naves espaciais utilizadas pelos prováveis invasores. Logo após os Quatro Grandes se reuniram e recolheram as sucatas dos antigos programas espaciais, numa tentativa de entrar em contato.

            Tentaram comunicação em todas as freqüências conhecidas, mas não obtiveram respostas satisfatórias, apenas ruídos que os lingüistas juravam ser a forma de comunicação daqueles seres, mas sem o equivalente lingüístico a uma Pedra de Roseta, não tinham meios de traduzir.

            Seis meses após o primeiro vislumbre uma missão espacial, reunida as pressas e com equipamento duvidoso, foi montada e enviada ao espaço. Não buscavam uma alunissagem, mas apenas queriam travar contato visual.

            O veiculo, chamado Sagan, foi destruído a cerca de duzentos mil quilômetros da Terra, tendo mandado apenas fotos de alguns veículos espaciais alienígenas e a disposição da base. Muito especulasse, agora, que ele não foi destruído em um gesto de hostilidades, mas sim que sua destruição deve-se a um defeito nos equipamentos recauchutados utilizados em sua construção. Muitos desses equipamentos, como os sistemas de propulsão, datavam de muito antes da guerra.

            Esse acidente, proposital ou não, causou um grande mal estar e histeria entre a população, com o medo de uma invasão espalhando-se e gerando tumultos em varias partes do mundo. Londres, ou o que sobrou dela, foi incendiada por manifestantes que exigiam do governo uma solução imediata para a crise, e uma mudança nas leis trabalhistas.

Nova York viveu três dias de conflito armado entre tropas do novo governo que também pediam uma retaliação, tropas do velho governo que pediam novas tentativas de contato, e uma milícia criada por fãs de um velho cantor, chamado por muitos de Rei, que diziam que os seres apenas estavam trazendo seu ídolo de volta. Outras milícias como essa, com o mesmo objetivos e as mesmas crenças, multiplicaram-se pelo mundo.

No Brasil qualquer comoção havia sido abafada pelo novo reajuste do salário mínimo, o mais alto da sua historia, e a criação e financiamento pelo governo de uma nova festa popular, que estendeu-se por todo o país durante uma semana de feriado nacional.

Os protestos na China terminaram com um saldo de cinqüenta mil mortos em Beijing, quando o inocente exercito chinês foi atacado por estudantes armados de placas e faixas.  

No resto do mundo as coisas não foram diferentes, alternando-se entre pedidos de imediata e total retaliação com pedidos de contato e uma paz duradoura entre as duas espécies que, embora ninguém havia visto nem sabia qualquer coisa sobre elas, diziam ter muito em comum, o que poderia propiciar um convívio pacifico entre nós. “A terra é muito grande”, diziam eles, “não precisamos do resto do sistema solar para viver, estamos muito bem aqui”.

Por fim, duas das maiores empresas da Terra, uma chinesa, fabricante de componentes eletrônicos, com filiais por toda a Índia e África, e uma brasileira, com monopólio na produção de combustíveis, uniram forças com outras empresas menores para criar a Primeira Frota Espacial Terrestres[1], atacar sem piedade os invasores e retomar nosso sistema solar, ou morrer tentando.

Então, pelos três anos seguintes, indústrias em todos os cantos do globo voltaram-se a produção de naves de combate, cujos modelos foram retirados de velhos livros do século XX, armas que pudessem ser usadas no vácuo, combustíveis e toda a sorte de equipamentos úteis para a viagem e subseqüente guerra. Centenas de milhares de empregos foram criados, e economia estabilizou-se e voltou a crescer a olhos vistos.

Os recrutas passavam por um rigoroso processo de seleção, e por um treinamento mais rigoroso ainda, e os oficiais eram selecionados entre os mais condecorados da ultima guerra e dos recentes conflitos, e passavam por um treinamento também rigoroso. Porem, eram treinados como soldados, e não como astronautas. Poucos homens ainda possuíam treinamento para missões extra-atmosféricas, e nenhum havia feito sequer uma alunissagem simulada antes do treinamento.

Mas, como lembrou um diplomata brasileiro em um congresso, situações desesperadas requerem soluções desesperadas.

E foi assim que, naquele que ficou conhecido como o dia 1 do calendário estelar terrestre, sete naves com não mais de quinhentos homens a bordo, entre soldados, oficiais, equipe técnica e tripulação, partiram de uma base brasileira, com o incomum nome de “Barreira do Inferno”. Para os homens naquela nave, naquele momento, o nome fez sentido, pois estavam cruzando a barreira para um inferno no espaço.

Cada nave contava com cinco ogivas nucleares, sobras também da ultima guerra, e centenas de mísseis de menor intensidade. A idéia era a de um bombardeio cirúrgico que destruísse a capacidade bélica do oponente, mas mantivesse intacta sua preciosa tecnologia.  Era de fundamental importância a captura dessa tecnologia para que a guerra fosse levada para Marte e o resto de nosso sistema solar.

Como motores de propulsado construídos em tempo recorde, e usando tecnologia ultrapassada, a viagem até a Lua levou trinta e quatro horas. Outras seis horas foram necessárias para a localização dos alvos e posicionamento das naves de ataque.

O primeiro ataque terrestres a uma forma de vida extraterrestre começou exatamente as vinte e três horas do dia 2, ano 1.

A primeira salva de mísseis convencionais não fez mais do que abrir novas crateras na superfície lunar e arranhar a blindagem das construções. A segunda, com uma ogiva nuclear disparada de cada nave, destruiu cerca de oitenta por cento do complexo, tornando o resto uma ruína nuclear de metal retorcido e enegrecido.

Quando os fuzileiros espaciais invadiram, encontraram pouca coisa que pudesse ser estudada. Apenas um hangar ficou intacto, com uma nave de transporte e duas naves de batalha, menores, que poderiam, facilmente, terem sido construídas para uso humano, dados suas poprorções.

Qualquer outro vestígio dos invasores foi vaporizado.

A primeira batalha dessa guerra terminou oficialmente as 2:15hrs do dia 3, ano 1.

Cinco dias depois a primeira nave com cientistas e equipe técnica chegou a Luz. Metade de seus passageiros ocupou-se em reconstruir as instalações, pelos menos uma parte para uso imediato, enquanto a outra ocupou-se em estudar as naves e seu funcionamento.

Com uma vitória tão fácil, o alto comando resolveu mandar a frota de sete naves em direção a marte imediatamente, porem com ordens estritas de só usar a força necessária. No dia 15, após reabastecimento, a frota partiu em direção ao planeta vermelho, aproveitando que nesse momento ele estava em seu ponto mais próximo a terra, a cerca de cinqüenta e seis milhões de quilômetros, em uma viagem com previsão de durar cerca de sessenta dias. Dez dias depois seriam seguidos por uma segunda leva de naves, para reforço.

A viagem transcorreu com graves incidentes internos. Como os fuzileiros, bem como grande parte da tripulação não possuía qualquer treinamento psicológico para suportar as agruras e privações da vida no espaço, o confinamento causou sérios dados aos mais fracos. Ao final da viagem, as sete naves computavam um numero de quarenta e cinco mortos em brigas, sessenta suicidas e cerca de cem “inutilizados”, fosse por graves ferimentos em brigas ou acometidos do que seria conhecida a partir daquela data como loucura espacial.

Após quarenta e quatro dias entre as estrelas e o vácuo frio, a frota chegou a órbita de marte. No segundo dia em órbita sofreram um ataque por três naves de batalha, um pouco maiores do que as capturadas na lua.

Respondendo com uma salva de mísseis convencionais, e uma ogiva nuclear, a segunda batalha durou cerca de trinta e cinco minutos, e acabou com a destruição das três naves atacantes e quatro naves terrestres. Para as três restantes não havia qualquer outra alternativa a não ser atacar com tudo que possuíam ainda, uma ogiva nuclear por nave, e cerca de vinte e cinco mísseis nas três.

Três horas após o fim da batalha, lançaram as três ogivas em pontos estratégicos onde os comandantes acreditavam estarem localizados depósitos de combustíveis, equipamento de suporte vital depósitos de viveres. Com exceção desse ultimo, onde o alvo atingido poderia ser qualquer coisa menos o suposto pelos humanos, as outras ogivas atingiram os alvos imaginados, o que causou um total colapso na força invasora.

 Dez dias depois, com a chegada dos reforços, o primeiro contingente de cem fuzileiros desceu em marte e tomou de assalto as instalações. Encontraram uma ferrenha resistência por parte da força inimiga que, quando se viu cercada e sem chances de vitória, resolver acabar tudo com a explosão de um artefato desconhecido, mas que reduziu tudo o que não fosse parede e maquinários a reles poeira cinza. E isso incluiu os valentes fuzileiros.

Pouca coisa foi deixada para trás que pudesse identificar a forma e demais características dos estranhos. As construções era puramente funcionais, e qualquer observador que não soubesse o que ocorria, poderia muito bem dizer que se tratavam de construções humanas.

Os fuzileiros que entraram em combate com os seres, antes de seu fatídico fim frente à arma desconhecida, relataram pelo rádio que os inimigos, cobertos por seus trajes, tinham forma humanóide, apenas eram mais altos e esguios, e moviam-se de forma estranha.

Em Marte, após terem assegurado o domínio da superfície do planeta, e com a frota em prontidão em sua órbita, deu-se inicio aos reparos da estrutura alienígena e sua conversão para atender as necessidades humanas. Nas semanas seguintes, exploradores encontraram três imensas estruturas metálicas em formado piramidal, que após uma serie de estudos, descobriu-se tratarem que complexos de “terraformação”, cujo objetivo era mudar a atmosfera marciana e torna-la respirável. Nesse processo descobriu-se também que os invasores, fossem eles quem fossem, também respiravam oxigênio, ou o utilizavam em larga escala para propósitos desconhecidos até então.   

Um ano terrestres foi o tempo necessário para que o complexo fosse  consertado e adaptado pelos humanos, que o utilizaram, nesse primeiro momento, apenas como base militar e cientifica, e uma grande base espacial, fazendo-se estaleiro para reparos e construção de naves menores foi construída na orbita de marte, próxima a Phobos. Posteriormente seriam trazidos os primeiros colonos e os técnicos e engenheiros para porem em funcionamento os equipamentos de terraformação. Nesse primeiro momento, tudo que interessava era vencer a guerra e assegurar o sistema.

Os estrategistas militares sabiam que as piores batalhas seriam travadas no campo de meteoros que separava marte e Júpiter, e que poderiam ser longas.

Durante esse tempo, o corpo cientistas na Terra e na Lua estudaram exaustivamente as naves capturadas, e com isso desenvolveram novos motores de propulsão, utilizando a fissão nuclear, sem necessitar mais de combustíveis líquidos em grandes quantidades ou de abastecimento freqüente. Esse tipo de motor era utilizado no cargueiro aprisionado, embora com uma tecnologia que os humanos ainda precisariam de décadas para assimilar e aperfeiçoar e torná-los tão eficientes quanto o da nave capturada. As naves de batalha utilizavam motores iônicos, cujo funcionamento ainda não havia sido decifrado.

Nos três anos que se seguiram, enquanto uma nova frota era construída, marte rechaçou três investidas a altos custos em vida e material. Ao que tudo indicava, os invasores não utilizam a fissão ou fusão nuclear como forma de armamento, apenas em motores e equipamentos não-bélicos, e essa foi a grande vantagem da terra.

No quarto ano após a conquista de Marte, a nova frota, com melhores motores e equipamentos partiu do estaleiro lunar. Era quinze naves de batalha da classe “Destroyer”, com três propulsores, 300 metros de comprimento e tripulação total de mil homens, incluindo os fuzileiros; quatro da classe “Cruzador”, com cinco propulsores, 500 metros de comprimento e tripulação total de mil e quintos homens; e dez naves de suprimentos e transportes variados, cada uma com cinco propulsores, capacidade para descidas atmosféricas e capacidade de carga de dez toneladas.

Essa imensa frota espacial fez em vinte e dois dias o trajeto Terra-Marte, no período de maior proximidade entre os dois planetas, e chegaram a tempo de repelir a quarta investida, que custou um Cruzador e três Destroyers, juntamente com a estação espacial de Phobos, que sofreu danos irreparáveis.

Uma nova estação começou a ser construída com os materiais trazidos da terra, juntamente com uma base militar na superfície de Phobos.  Com os novos motores uma linha regular de suprimentos foi estabelecidas, com as viagens durante de vinte dias até sessenta, dependendo da posição dos planetas.

No quinto dia após sua chegada, a frota separou-se, deixando para a proteção de Marte um Cruzador, cinco Destroyers e todas as naves de carga, que estabeleceriam a rota de suprimentos. As demais partiram em direção ao cinturão de asteróides, tendo o estaleiro de Ceres como alvo principal.

A chamada Guerra do Cinturão Principal, além da órbita de Marte, levou dez longos anos, onde se alternavam batalhas ferozes e longos períodos de calmaria. O estaleiro de Ceres foi tomado no terceiro ano da guerra, e com ele novas naves e tecnologias, incluindo novos motores de fissão, que foram largamente estudados e implantados em novas naves, diminuindo o tempo de viagem Terra-Marte para cinco dias na menor aproximação entre os dois, e vinte dias na maior. Contudo, os motores iônicos ainda permaneciam um enigma.

Nesse gigantesco campo de batalha, com milhares de asteróides espaçados, as batalhas foram ferozes, e por vezes, em algumas batalhas, ambos os lados tiveram suas forças completamente destruídas, assim com asteróides inteiros foram riscados dos mapas celestes. 

A pior dessas batalhas foi travada, no sexto ano da Guerra do Cinturão Principal, em torno do objeto conhecido como Kapa-593, um planetóide com pouco mais de trinta quilômetros de raio, onde os invasores haviam construído um segundo estaleiro após perderem Ceres. A batalha durou cinco dias terrestres e terminou com a destruição de quarenta e nove naves terrestres, trinta e duas naves invasoras e a completa destruição de Kapa-593.

Essa batalha trouxe conseqüências desastrosas para ambos os lados. Os humanos precisaram de dois longos anos para que recuperassem apenas uma parte da frota perdida. Os invasores, com seu lar em uma estrela distante, nunca conseguiram recuperar-se.

Os anos da Guerra do Cinturão Principal foram apenas um singelo jogo de gato e rato entre os asteróides, sem grandes baixas para os humanos. Em todas as batalhas dessa guerra, tratada sempre de forma separada, foram encontrados vestígios biológicos dos invasores. A mesma arma utilizada em Marte foi ali largamente utilizada.

Após a retomada do Cinturão Principal, dois anos foram gastos para preparar uma nova frota para retomar Ganimedes e Europa, duas das luas de Júpiter. Essa nova frota contava com grande autonomia e levava técnicos e equipamentos para criação de duas estações espaciais do tamanho da construída em Marte, e uma base na superfície de qualquer planetóide onde fosse necessária.

No vigésimo ano da Nova Era, a nova frota partiu para Ganimedes, em uma viagem que durou cerca de trinta dias com os mais avançados propulsores. A batalha nessa lua joviana foi curta e cruel, com pequenas perdas humanas, mas os invasores foram completamente destruídos, junto com suas instalações. Apenas duas naves inimigas entraram em combate, sem causar maiores danos e foram destruídas nos primeiros minutos.

Uma nave de reconhecimento, enviada ao Europa, encontrou apenas um complexo abandonado e tomado pelo gelo. Sondas foram enviadas em direção ao limites externos do sistema não localizou quaisquer sinais que pudessem denunciar a presença dos invasores em torno de Saturno, Netuno ou no Cinturão de Kuiper.

Vinte e um anos após a primeira batalha, e Primeira Guerra Espacial da Terra foi vencida pelos humanos, que asseguraram seu hegemonia no sistema solar e seu direito de viver nele.

Como disse um consultor francês naqueles tempos: “Eles ainda podem voltar.”

Mas os humanos, desta vez, estariam preparados para rechaçar a invasão já no Cinturão de Kuiper, caso ela acontecesse um dia. E nesse meio tempo, tinham muita coisa para fazer.

E foi dessa forma, com os inimigos batendo a porta de uma terra devastada, destroçada por suas brigas internas, que os homens enfim perderam o medo e lançaram-se a colonização do espaço, que até então parecia uma fronteira intransponível. 

 

  

 

 

 

 

                  



[1] Pensou-se primeiro em chamá-la de Primeira Frota Estelar Terrestre, mas devido a problemas com direitos autorais, isso não foi possível.

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